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Como devo proceder para adquirir os produtos fabricados pelo Conpacel?
Como é o ciclo de vida do eucalipto?
O eucalipto é a única árvore que pode ser usada para fazer papel?
Quanto tempo o papel precisa para se deteriorar na natureza?
Plantações de eucalipto geram algum risco a lençóis freáticos e à biodiversidade?
O eucalipto empobrece o solo?
A produção de eucaliptos cria grandes desertos verdes?
É verdade que o eucalipto é um grande consumidor de água?
Como devo proceder para adquirir os produtos fabricados pelo Conpacel?
A comercialização de todos os produtos fabricados no Conpacel é de responsabilidade dos grupos Suzano Papel e Celulose e Votorantim Celulose e Papel. As duas empresas mantêm o controle acionário do Conpacel e os produtos aqui fabricados fazem parte de seus portfolios.
Portanto, para adquirir ou obter informações sobre qualquer produto, entre em contato diretamente com as duas empresas.
Como é o ciclo de vida do eucalipto?
Como existem mais de 600 espécies de eucalipto, os ciclos de vida podem ser diferentes. Nas regiões de origem dessas árvores, há espécies vivas que têm mais de 100 anos de idade. Os eucaliptos cultivados pelo Conpacel para a produção de celulose têm um ciclo de até sete anos. Após um bom preparo e fertilização do solo, a muda do eucalipto pode ser plantada. A árvore cresce rápido, mas, como quase todo ser vivo, tem uma fase em que o crescimento é maior. Isso acontece dos dois aos quatro anos, quando a árvore chega a se desenvolver cerca de 1 cm por dia.
O eucalipto é a única árvore que pode ser usada para fazer papel?
Não, outras árvores, como os pínus ou as acácias, também são matéria-prima para os papéis. Mas o eucalipto confere propriedades muito apreciadas pelos fabricantes. E por isso é o mais utilizado para produtos tão diversos como, papéis de escrita e impressão ou fotográficos. Os diversos tipos de pinheiro servem mais para embalagens como as pastas de escola ou o papelão que embrulha aparelhos eletrônicos. Além dessas duas espécies, as acácias tropicais, por exemplo, são muito usadas nas fábricas da Indonésia. Já no Brasil, a prevalência é de eucaliptos, que se adaptam muito bem ao clima e solo brasileiros.
Quanto tempo o papel precisa para se deteriorar na natureza?
Isso depende do tipo de papel e de como ele é descartado. Alguns papéis sanitários, por exemplo, são biodegradáveis, e se dissolvem na água em poucos dias. No oceano, um jornal leva 6 meses para se deteriorar, enquanto uma caixa de papelão leva em torno de 2 meses. Pode parecer muito, mas se você comparar com uma lata de aço (10 anos), garrafa plástica (400 anos), pneu (600 anos) ou vidro (estima-se 4 mil anos), até que não é tanto tempo.
Tempo de decomposição de resíduos no oceano
Papel toalha: 2 a 4 semanas;
Caixa de papelão: 2 meses;
Palito de fósforo: 6 meses;
Jornal: 6 meses;
Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano
Restos de frutas: 1 ano;
Fralda descartável: 450 anos;
Fralda descartável biodegradável: 1 ano
Ponta de cigarro: 2 anos;
Chicletes: 5 anos
Lata de aço: 10 anos;
Pedaço de madeira pintada: 13 anos;
Copo plástico: 50 anos;
Bóia de isopor: 80 anos;
Lixo radioativo: 250 anos ou mais
Garrafa plástica: 400 anos;
Pneus: 600 anos
Linha de nylon: 650 anos;
Vidro: tempo indeterminado (estima-se 4 mil anos);
Fonte: reciclagem.net
Plantações de eucalipto geram algum risco a lençóis freáticos e à biodiversidade?
Os plantios de eucalipto no Brasil consomem a mesma quantidade de água que as florestas nativas. Sua eficiência no aproveitamento da água garante maior produtividade quando comparado a culturas agrícolas. A folhagem ou copa do eucalipto retém menos água de chuva do que as árvores das florestas tropicais. Por isso, mais água de chuva vai direto para o solo. A água consumida pelo eucalipto é proveniente, sobretudo, da camada superficial do solo. Normalmente, suas raízes não ultrapassam 2,5 metros de profundidade e não conseguem chegar aos lençóis freáticos. O eucalipto também não empobrece, ao contrário, apresenta efeitos benéficos sobre suas propriedades, como estrutura, capacidade de armazenamento de água, drenagem e aeração, entre outras. As plantações de eucalipto formam corredores para as áreas de preservação e criam um hábitat para a fauna, oferecendo condições de abrigo, alimentação e reprodução para várias espécies. Modernas técnicas de planejamento de uso do solo garantem a biodiversidade dos sistemas aquáticos e terrestres.
O eucalipto empobrece o solo?
O eucalipto possui um sistema radicular formado por uma raiz central e uma extensa rede de raízes secundárias, que produzem efeitos benéficos sobre o solo: deixa-o mais estruturado, aumenta a capacidade de armazenamento de água, de drenagem e de aeração. Esse sistema radicular tende a trazer os nutrientes mais para a superfície do solo. Essa característica promove intensa incorporação de matéria orgânica aos terrenos – como folhas, cascas e raízes, ajudando a recuperar sua fertilidade. Os nutrientes utilizados pelo eucalipto são repostos pela decomposição dessa matéria orgânica e também por meio de adubação. A conservação dos solos contribui para a melhoria da qualidade dos recursos hídricos.
A produção de eucaliptos cria grandes desertos verdes?
O plantio de eucalipto convive com inúmeras espécies da fauna e da flora brasileiras, interagindo amigavelmente com outras plantas em seu sub-bosque e proporcionando o abrigo e o alimento necessário a diferentes espécies da fauna. A legislação ambiental brasileira exige que pelo menos 20% das propriedades sejam destinadas à preservação da vegetação nativa, além das áreas de mananciais. O plantio em talhões não muito extensos, intercalados por áreas de preservação da vegetação nativa, e a interligação dessas áreas criam corredores ecológicos de grande extensão por onde a fauna nativa pode circular livremente e se reproduzir.
É verdade que o eucalipto é um grande consumidor de água?
Estudos mostram que o eucalipto não é a “máquina de sugar água” de que é acusado. Um cedro brasileiro, por exemplo, consome 37.500 litros de água anualmente, ao passo que cada eucalipto suga 19.600 litros, praticamente a metade. Ao contrário das árvores nativas testadas na pesquisa, o eucalipto consome mais água no verão, justamente no período de chuvas em que é maior a oferta do líquido. Uma plantação de eucaliptos consome, por hectare, muito menos água do que qualquer canavial.
Fonte: Livro O Eucalipto – Um século no Brasil / Autores: Queiroz, L.R.S. & Barrichelo, L.E.G.
Curiosidades sobre o segmento de papel e celulose
Fonte de informações: Bracelpa
(Revista - Edição Especial – Agosto 2007 / Site – www.bracelpa.org.br)
Utilidades do Eucalipto
Qualidade do ar em relação às áreas florestais
Investimento social
Geração de empregos
Certificação Florestal
Utilidades do Eucalipto
Do eucalipto, tudo é aproveitado. A celulose é usada para a produção de papel, tecido sintético e cápsulas para remédios. Os galhos e as folhas ficam no campo, servem de adubo natural e protegem o solo. O material orgânico é usado para produção de energia. A madeira é utilizada na produção de móveis, habitações e acabamentos na construção civil, postes e mastros para barcos. Dele também se obtém o óleo essencial usado em produtos de limpeza, alimentícios, perfumes e remédios. Há, ainda, o mel, bastante apreciado, e produzido a partir do néctar de suas flores.
O eucalipto também remove gás carbônico (CO2) da atmosfera, contribuindo para minimizar o efeito estufa e melhorando o microclima local. Por fim, o eucalipto protege os solos contra processos erosivos, conferindo-lhes características de permeabilidade, aumentando a taxa de infiltração das águas pluviais e regularizando o regime hidrológico nas áreas plantadas.
Qualidade do ar em relação às áreas florestais
Em termos da qualidade do ar, as florestas industriais de eucaliptos e pinus do setor de celulose e papel também oferecem uma importante contribuição, pois, no processo de fotossíntese, as árvores em crescimento absorvem muito maior quantidade de gás carbônico que as adultas. Enquanto o setor de celulose e papel brasileiro possui 1,5 milhão de hectares de florestas plantadas para a produção de celulose e papel, em 394 municípios de 11 estados, outros países utilizam áreas relativamente muito mais extensas. Além disso, o plantio de florestas industriais é subsidiado pelos governos de vários desses países, algo que não acontece entre nós.
Investimento social
O investimento social realizado pelo setor de papel e celulose é, em média, de US$1,6 bilhão ao ano, abrangendo impostos, salários, previdência, encargos sociais, assistência médica, ação comunitária, formação profissional de seus trabalhadores, educação e cultura.
Geração de empregos
O eucalipto, ao lado do pinus, é a principal matéria-prima desta indústria no Brasil, que emprega 100 mil pessoas diretamente e gera milhares de empregos indiretos ao longo de sua cadeia produtiva e está presente com unidades industriais e plantações em 450 municípios de 16 estados, nas cinco regiões brasileiras. Seu cultivo é realizado exclusivamente em áreas degradadas - e não em substituição a florestas nativas. Muito pelo contrário, o setor preserva ativamente uma área de florestas nativas igual à que é coberta por plantios industriais de eucalipto.
Certificação Florestal
A indústria brasileira de celulose e papel possui a maior área de florestas certificadas entre os setores de base florestal do país, de acordo com os critérios de certificação florestal existentes e reconhecidos pelo setor, o Forest Stewardship Council (FSC) e o Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC), ao qual o Sistema Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor) é afiliado.
Até 2005, foram certificadas pelos dois sistemas cerca de 2,9 milhões de hectares de florestas, nelas incluídas as florestas plantadas, as áreas de reserva legal e de preservação permanente, manejadas pelo setor de celulose e papel.
Tais certificações asseguram a utilização de critérios de sustentabilidade na gestão de áreas florestais, de modo a propiciar práticas que sejam ecologicamente adequadas, economicamente sustentáveis e socialmente justas.
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